Alguns meses atrás, o cantor Elton John disse que estava preocupado com a aparência física da cantora. “Eu sei o quanto ela é pequena e eu me preocupo com ela, sim”, declarou."
As gémeas que fizeram um pacto de fome :
"Maria e Katy Campbell são duas gémeas que fizeram, um pacto de fome por mais de 20 anos. Por causa de uma conversa que ouviu entre seus pais .
Os problemas começaram a acontecer quando elas tinham por volta de 11 anos de idade, quando as meninas ouviram o pai dizer para a mãe que elas estavam crescendo. "Estávamos no topo da escada e ouvimos a nosso pai dizendo: ‘Meu Deus, essas meninas já estão se tornando jovens mulheres, não é mesmo? Já estão ficando com quadris maiores’”, relembrou Maria em uma entrevista ao Daily Mail.
mas esta frase mudou a vida destas duas crianças completamente certo dia as meninas chegaram à conclusão de que não queriam que os quadris crescessem mais e que nunca desejariam menstruar para não desenvolver o corpo. Para isso, resolveram simplesmente parar de comer.
Dessa forma, as duas se controlavam para se manter sempre com o mesmo peso, o que foi se tornando cada vez mais preocupante de acordo com as fases pelas quais elas passaram.
Para o desespero de seus pais — Christy e sua esposa Clara —, as gêmeas passaram a maior parte de suas vidas de adolescentes e adultas em várias clínicas de reabilitação e hospitais
Maria conta que certa vez ela ouviu um médico dizendo para a mãe dela que ela havia perdido muito peso, mas que a situação da irmã era bem pior. Em vez de se sentir aliviada por não estar em um caso tão grave, ela disse que isso serviu de estímulo para ela perder ainda mais peso, pois, segundo ela, ninguém podia dizer que sua irmã era “melhor” do que ela em alguma coisa — mesmo que o melhor para ela fosse estar em uma situação crítica.
“Como há uma distorção de imagem corporal, elas não aceitam que podem estar magras porque não vêem isso no espelho, e fechar a boca é uma arma poderosa, sendo difícil mudar essa realidade”, explica claramente a psicóloga."
o modelo que morreu de anorexia :
"Apesar de atingir muito mais as mulheres, a anorexia também é uma condição que acomete os homens, os quais formam apenas cerca de 10% daqueles que sofrem da doença, segundo a OMS. Jeremy Gillitzer foi um deles. Ele era um modelo masculino com aparência forte e de músculos bem delineados.
Não satisfeito com a sua imagem perfeita, Jeremy passou a buscar incessantemente a perda de peso até ficar irreconhecível, perdendo a sua vitalidade saudável de antes. Ele lutou contra a anorexia e bulimia durante a maior parte de sua vida adulta. Por meio de um regime de fome, vómitos provocados e exercícios incansáveis, ele levou o seu físico ao limite. Quando ele morreu, em 2010, com 38 anos, pesava apenas impressionantes 29 quilos."
filha de emigrantes na Alemanha :
"Anotava tudo o que comia num caderno
Laura, tem 26 anos e é filha de imigrantes portugueses na Alemanha, onde vive. Passou a adolescência a confrontar-se com a anorexia e bulimia. 'Estava a destruir a minha vida', confessa. Aos 14 anos, angustiada por um corpo que mudava contra a sua vontade, tornou-se bulímica. 'Passava horas em frente ao espelho, a observar a silhueta 'deformada'. Anotava tudo o que comia num caderno. Nessa altura não tinha muitos amigos', conta. Tapava o vazio emocional com comida. Depois, vinham os acessos de culpa em que sentia 'suja e cansada, um monstro pré-histórico devorador', e vomitava tudo. 'Assustei-me com este comportamento estranho e não voltei a fazê-lo durante muito tempo', relembra. 'Aos 16 anos, entrei na minha fase de anorexia. Perdi quilo atrás de quilo, fumava dois maços de tabaco por dia, a minha dieta diária baseava-se em coisas como uma bolacha, duas maçãs, uma batata com couve-flor ou uma sanduíche.' O namorado, os pais e o médico convenceram-na a tratar-se. 'Fui internada numa clínica durante quatro meses. Pesava 41kg e media 1,64m. As primeiras duas semanas custaram-me muito. Era proibido contactar com qualquer pessoa fora da clínica; só podia fazê-lo por carta. Tomava as refeições no meu quarto, na presença da terapeuta, que só saía uma hora depois para não ter a hipótese de vomitar. Se não comêssemos o suficiente, obrigavam-nos a beber um líquido com muitas calorias. As raparigas com os casos mais difíceis de tratar tinham de ser internadas num hospital, com recurso a tranquilizantes e alimentadas artificialmente. Na terapia confrontavam-me com a insensatez do meu comportamento face à comida, os meus ideais exigentes e irrealistas, o meu comportamento com a minha família. Tinha terapias de família, de grupo e individuais. Ao fim de dois meses pude visitar os meus pais e eles vinham ver-me aos fins-de-semana. Saí da clínica com 54kg, mas não totalmente curada.'
A recaída deu-se em 2001, quando não conseguiu entrar no ambicionado curso universitário e teve mais crises de bulimia. No ano seguinte entrou na faculdade e começou a trabalhar. Foi a obsessão pelo estudo que a salvou, diz. 'Hoje, tenho 56kg. Gosto de mim, de me ver ao espelho, não tenho balança em casa porque não a quero que ela domine a minha vida.'"
prevenção de distúrbios alimentares
- Ter uma educação e sensibilização para a doença e os riscos associados
- Ter um conhecimento e hábitos alimentares saudáveis
- Cultivar uma imagem positiva do corpo
- Sentir-se bem psicologicamente
- Reduzir os factores de stress
- Conciliar o descanso com a escola ou o trabalho.
- Desenvolver amizades
Pais, familiares e amigos podem prevenir um distúrbio alimentar, tomando estas medidas:
- Não inserir tendências que leve ao perfeccionismo
- elogiar o seu talento e capacidades
- apoiar os seus sonhos e esperanças
- promova uma boa saúde ,uma alimentação saudável e exercício físico
- Ter uma intervenção precoce se os factores de risco foram identificados
- Não enfatizar a boa aparência como a coisa mais importante na vida
Os distúrbios alimentares muitas vezes afectam os indivíduos com baixa auto-estima e uma auto-confiança baixa, e que se sentem reprimidos pela vida. Essas pessoas muitas vezes fazem corresponder a magreza e o físico como sucesso.
se sentes ou sabes de alguém que pode ser susceptível a um distúrbio alimentar deves contactar o seu médico ou um profissional de saúde mental qualificado para obter mais informações e aconselhamento. E lembra te a tua aparência não e muito importante o importante e o nosso interior !